A galvanoplastia gera anualmente no Brasil 1,6 milhões de toneladas de lodo galvânico, um resíduo perigoso (Classe I) devido à presença de metais pesados. A destinação majoritária para aterros industriais gera altos custos corporativos e sérios riscos de contaminação ambiental. Nesse contexto, os pigmentos inorgânicos utilizados na fabricação de tintas são compostos principalmente por óxidos e sais metálicos, apresentando elevada estabilidade, durabilidade e também alto custo, visto que provêm da mineração. Esta pesquisa avalia o potencial do lodo galvânico como matéria-prima para a produção de pigmento de baixo custo para tinta acrílica na construção civil. O resíduo foi analisado por raio-X e absorção atômica, revelando o zinco como o metal predominante. Foram preparadas três formulações (A, B e C) com diferentes proporções de CaCO3 e lodo: 1:0, 1:1 e 0:1 em massa. O resíduo apresentou bom desempenho como carga, superando a cobertura padrão e maior viscosidade na mesma faixa de sólidos. As próximas etapas incluem a continuidade dos testes e a substituição do pigmento (TiO2) pelo lodo. Dessa forma, o reaproveitamento do resíduo contribuirá para a economia circular reduzindo impactos ambientais e custos operacionais.