O projeto investiga, por meio de uma revisão sistemática, a eficácia antimicrobiana de conservantes químicos usados na preservação de amostras biológicas forenses (sangue, saliva, sêmen, tecidos), essenciais para análises de DNA em investigações criminais. A pesquisa parte do problema de que amostras coletadas em cenas de crime, especialmente em ambientes de campo, sem refrigeração ou controle ideal, estão sujeitas à degradação microbiana, comprometendo a integridade genética. O estudo busca identificar quais conservantes (como EDTA, azida de sódio e parabenos) também possuem propriedades antimicrobianas, capazes de proteger a amostra contra microrganismos além de preservar o DNA para identificação de pessoas. Metodologicamente, segue as diretrizes PRISMA e JBI, com protocolo registrado na PROSPERO, buscas nas bases PubMed, LILACS e Web of Science, e uso do software Rayyan para triagem. Até o momento, foram identificados 1.274 estudos (após remoção de duplicatas), com a triagem ainda em andamento, portanto, os resultados finais ainda não foram obtidos. O trabalho tem relevância científica e prática, pretendendo auxiliar peritos e médicos legistas na escolha de conservantes mais eficazes para preservar provas forenses em contextos de campo.