Estima-se que exista mais de dois mil tipos de corantes têxteis, sendo os reativos os mais problemáticos para o ecossistema, por sua alta solubilidade e estabilidade. Nessa classe, destacam-se os corantes contendo o grupo azo, responsável por cerca de 60% dos corantes distribuídos no mundo (Saha e Rao, 2019 apud Gomes et al, 2025). Para minimizar esses impactos, destacam-se os Processos Oxidativos Avançados (POAs), eficientes na degradação de compostos recalcitrantes por meio da geração de radicais hidroxila (Bueno, 2016). Entre eles, o Fenton apresenta elevada eficácia, porém catalisadores à base de ferro apresentam limitações, como formação de lodo férrico e baixa reutilização (Mirea, 2026). Catalisadores devalência mista, como o criptomelano, constituem uma alternativa por sua maior estabilidade (Liu e Wang, 2023). Dessa forma, o trabalho objetiva desenvolver uma membrana catalítica de criptomelano com nanotubos de carbono para degradação de azo-corantes via Fenton, sintetizado pelo método de refluxo, seco e hidrotérmico, e caracterizado por DRX, MEV e porosimetria. O método de refluxo apresentou padrão compatível com a fase criptomelano, enquanto o hidrotérmico exibiu melhor desempenho catalítico e maior rendimento, reduzindo a concentração do corante Vermelho Hb-Rg. Novos testes catalíticos estão em andamento para complementar a avaliação por espectrofotometria UV-Vis.